Uma cidade não se torna inteligente apenas porque adota tecnologia. Ela se torna inteligente quando consegue transformar dados em informação qualificada, integrar diferentes áreas da administração e oferecer serviços melhores ao cidadão.
A GE21 Geotecnologias teve sua capacidade em tecnologias de geoinformação para cidades inteligentes avaliada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, o IPT. A solução “Cidades Inteligentes: Governança de Dados e Foco no Cidadão”, código GPU-0117, recebeu a Declaração de Conformidade Técnica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo — IPT.
Durante esse processo, foram analisados documentos técnicos, plataformas, demonstrações e evidências de aplicações desenvolvidas para o poder público municipal e estadual.
O parecer concluiu que a arquitetura tecnológica apresenta maturidade igual ou superior a TRL 7, o que significa que suas capacidades já foram demonstradas em ambientes operacionais e em situações reais.
Essas capacidades incluem infraestrutura de dados espaciais, integração entre órgãos, padrões abertos, controle e segurança das informações, portais de atendimento, transparência pública e recursos para apoiar o planejamento territorial.
Na prática, isso permite que o cidadão tenha mais facilidade para acessar informações e serviços. Ao mesmo tempo, oferece aos gestores públicos recursos para tomar decisões baseadas em dados, com critérios mais claros, defensáveis e reproduzíveis.
As aplicações avaliadas foram apresentadas de forma modular, a partir de diferentes experiências já realizadas. Como próxima etapa dessa evolução, o IUBI Cidades, plataforma da GE21 Geotecnologias, reunirá esses recursos em um único ambiente integrado. Isso permitirá centralizar dados, serviços e análises, facilitar a conexão entre diferentes áreas da administração pública e oferecer aos gestores informações mais qualificadas para a tomada de decisões.
Tecnologia aplicada a desafios reais da gestão pública
As capacidades avaliadas foram apresentadas ao IPT por meio de diferentes aplicações e experiências desenvolvidas pela GE21 Geotecnologias.
Cada recurso foi demonstrado separadamente, com exemplos de utilização em projetos relacionados ao planejamento territorial, à gestão ambiental, à integração de informações e à prestação de serviços públicos.
A avaliação considerou não apenas a existência das ferramentas, mas também seu funcionamento, sua arquitetura tecnológica, sua robustez e as evidências de aplicação em ambientes operacionais.
Entrevista com Ana Clara Moura Mourão
Ana Clara Moura Mourão, consultora da GE21 Geotecnologias e uma das idealizadoras do projeto, explica o significado dessa avaliação, as capacidades tecnológicas analisadas e como a geoinformação pode apoiar municípios na construção de uma gestão mais integrada, eficiente e orientada ao cidadão.
O que representa a obtenção da Declaração de Conformidade Técnica do IPT?
Ana Clara — O IPT avaliou detalhadamente nossas ferramentas e concluiu que elas atendem aos princípios considerados no processo de avaliação para cidades inteligentes.
A equipe responsável pela análise teve acesso às aplicações, verificou como elas funcionam e avaliou sua robustez tecnológica. Também apresentamos evidências de utilização em estudos e projetos reais voltados ao atendimento do poder público municipal e estadual, ao planejamento territorial e à melhoria dos serviços oferecidos ao cidadão.
A Declaração de Conformidade Técnica dá visibilidade a uma capacidade que a GE21 vem construindo ao longo de sua atuação em projetos de planejamento, meio ambiente, geotecnologias e sistemas.
Quais capacidades tecnológicas foram avaliadas?
Ana Clara — Apresentamos um conjunto completo de aplicações voltadas à organização, à integração, à publicação e à utilização de dados e informações territoriais.
Entre as capacidades avaliadas estão os componentes de uma Infraestrutura de Dados Espaciais — IDE, como:
- Banco de dados corporativo
- Serviços geoespaciais
- Catálogo de metadados
- Integração entre órgãos
- Utilização de dados oficiais
- Adoção de padrões
- Controle de qualidade
- Garantia de versionamento
- Segurança da informação
Também foram apresentados recursos relacionados aos serviços públicos digitais e ao atendimento ao cidadão, como portais para busca de informações e serviços, protocolos e acompanhamento de solicitações, transparência pública, dados abertos, ferramentas de geovisualização e informações estratégicas para gestores, cidadãos e empreendedores.
O que significa uma maturidade tecnológica igual ou superior a TRL 7?
Ana Clara — A escala TRL é utilizada para indicar o nível de maturidade de uma tecnologia e varia de 1 a 9.
O nível 7 representa uma etapa avançada, na qual a tecnologia já foi demonstrada em ambiente operacional e em condições reais de utilização.
No nosso caso, as capacidades tecnológicas foram apresentadas em funcionamento e acompanhadas de evidências de sua aplicação em projetos reais. O desempenho dessas soluções já havia sido validado em ambientes operacionais e, durante o processo, também foi inspecionado pelo IPT.
Como essas tecnologias beneficiam gestores públicos e cidadãos?
Ana Clara — Seguimos o princípio de cidade inteligente com foco no cidadão. E esse cidadão é tanto o morador que precisa acessar informações e resolver suas necessidades quanto o profissional da administração pública que necessita de recursos para realizar seu trabalho.
Para o gestor, significa ter acesso a informações qualificadas para tomar decisões baseadas em dados, com critérios mais claros, defensáveis e reproduzíveis. Para o cidadão, significa mais facilidade para encontrar informações, acessar serviços, protocolar solicitações e acompanhar processos.
Com isso, criamos uma relação em que toda a sociedade pode ganhar, com otimização de tempo, recursos e processos. As melhorias podem produzir impactos econômicos, ambientais e sociais.
Como os dados territoriais são transformados em informação para apoiar decisões?
Ana Clara — Existe um investimento importante no tratamento dos dados para que eles realmente se transformem em informação.
No caso da informação geográfica, é necessário considerar as condições específicas de cada território, de cada grupo social e de cada realidade local. Não basta apresentar um mapa: é preciso qualificar os dados para que eles possam apoiar análises e decisões.
Também investimos na interface das aplicações e na geovisualização, para que diferentes perfis de usuários se sintam confortáveis na utilização das plataformas. Todo processo baseado em informação qualificada pode resultar em escolhas melhores.
Por que os padrões abertos e a interoperabilidade são importantes?
Ana Clara — A arquitetura utiliza padrões abertos relacionados ao Open Geospatial Consortium — OGC.
Esses padrões permitem que dados e tecnologias espaciais de diferentes origens possam ser compartilhados, consumidos e utilizados por sistemas distintos. Essa capacidade é chamada de interoperabilidade.
Na prática, isso favorece a integração entre órgãos públicos, facilita a troca de informações e amplia a flexibilidade tecnológica. A utilização de padrões abertos também permite que o município desenvolva sua infraestrutura de informações com mais autonomia e capacidade de integração com outras soluções.
Assista à entrevista
Geoinformação para cidades inteligentes
Ana Clara Moura Mourão, consultora da GE21 Geotecnologias, explica o significado da avaliação e como essas capacidades podem apoiar uma gestão pública mais integrada, eficiente e orientada ao cidadão.
Capacidades que apoiam a gestão pública
Infraestrutura de Dados Espaciais
- Dados corporativos e oficiais
- Serviços geoespaciais
- Metadados e versionamento
- Integração entre órgãos
- Qualidade e segurança da informação
Serviços e inteligência para o cidadão
- Portais de informações e serviços
- Transparência e dados abertos
- Protocolos e acompanhamento de solicitações
- Geovisualização acessível
- Informações para gestores e empreendedores
A relação destas aplicações com o IUBI Cidades
Durante a avaliação, cada aplicação foi apresentada separadamente, a partir de exemplos práticos e experiências já realizadas pela GE21 Geotecnologias. As capacidades foram demonstradas de maneira modular.
Como próxima etapa dessa evolução, o IUBI Cidades reunirá esses recursos em uma mesma plataforma integrada, conectando dados, serviços, análises e diferentes áreas da administração pública.
O IUBI Cidades será, portanto, a continuidade e a integração dessas capacidades em uma única plataforma de suporte ao planejamento e às decisões estratégicas.
Uma capacidade construída em projetos reais
A conquista é resultado da atuação integrada da GE21 Geotecnologias e de profissionais das áreas de planejamento urbano, meio ambiente, geotecnologias e sistemas.
Esse conhecimento foi construído e aplicado em experiências desenvolvidas para diferentes instituições públicas, entre elas:
- Governo do Estado de São Paulo
- Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo
- Secretaria de Habitação de São Paulo
- Prefeitura Municipal de Fortaleza
- Prefeitura de Belo Horizonte
Esses projetos permitiram à GE21 Geotecnologias desenvolver, aplicar e demonstrar suas capacidades em situações reais de planejamento territorial, gestão ambiental, integração de informações e atendimento às necessidades do poder público e dos cidadãos.
A Declaração de Conformidade Técnica dá visibilidade institucional a essa trajetória e reforça a capacidade da GE21 Geotecnologias para apoiar municípios na implantação de tecnologias de geoinformação voltadas à construção de cidades mais inteligentes.
“A GE21 traz a tecnologia de geoinformação trabalhada como suporte a decisões estratégicas, o que está na essência de uma cidade inteligente. É um sistema estratégico de suporte ao planejamento.” Ana Clara Moura Mourão — Consultora da GE21 Geotecnologias
Geoinformação para decisões e serviços públicos melhores
A GE21 Geotecnologias está preparada para apoiar municípios na organização e integração de dados, no planejamento territorial e no desenvolvimento de serviços públicos digitais orientados às necessidades dos cidadãos.
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